9 de fevereiro de 2007

no metro

Hoje de manha, arranjo lugar junto 'a porta que nao abre, um luxo raro na linha 2. A razao e' simples: naquele lado da carruagem estava um gajo a dormir, com um carrinho de compras a entupir a porta. Mas nao cheirava mal, talvez por ser Inverno, e eu la' me acomodei, e depois foi entrando mais gente.
Ia aqui escrever qualquer juizo sobre os sem-abrigo, mas achei melhor nao. Conheço quem diga que nao os respeita, porque nao querem trabalhar. E eu nao sei se e' bem assim, mas sei que nao quero acabar como eles.

2 comentários:

Anónimo disse...

Um Belo Post. Provavelmente o mendigo era um poeta, uma alma solitária e sensível. Ou um anjo que veio para te dizer algo que só compreeenderás quamdo for o tempo certo. Ou então não passava de um mendigo. O que o terá levado a mendigar \pelas ruas de Nova Iorque? Ninguém lhe disse que Ginsberg viveu ai mesmo, em Lower Manhattan, e qua aí morreu...? Vem ofereco-te uma bebida se fores poeta. Tudo o resto, se fores mendigo...

Anónimo disse...

Acho que temos poeta a mendigar pelos blogs ...